“TRADUZIR ANNE CARSON É COMO DANÇAR NO RITMO DELA”
Convidada Adriana Lisboa
Entrevista por Michelle Strzoda
Em seu retorno à Coluna Alfaiataria, que registra no acervo do Blog da Relicário inúmeros textos em prosa e poesia com sua assinatura, a escritora, poeta e tradutora Adriana Lisboa comenta como é traduzir Anne Carson, que borra as fronteiras entre a poesia, o ensaio e a filosofia, de cuja autora a Relicário já publicou o livro Falas curtas (trad. Laura Erber e Sergio Flaksman), bem-recebido pela crítica.
Nesta entrevista, Adriana revela o desafio de habitar a “casa de espelhos” entre Carson e Emily Brontë, a busca pela temperatura exata de uma escrita que é, ao mesmo tempo, clínica e emocional, entre outras saborosas curiosidades presentes em Vidro, ironia e deus, que a Relicário lança em abril. O livro está nos últimos dias de pré-venda, com 15% off, aqui.
Adriana Lisboa participa em abril do evento de lançamento do livro no Rio, na Janela Livraria de Laranjeiras. Ela estará acompanhada do poeta e professor Rafael Zacca e da professora e crítica literária Stefania Chiarelli.
Relicário: Você e Anne Carson se conectam pela precisão da linguagem e pelo trânsito livre entre gêneros como prosa, poesia e ensaio. Acredita que tenham mais elementos em comum?
Adriana Lisboa: Acho que talvez haja algumas afinidades para além dessa circulação entre gêneros e da atenção à linguagem, sim. Carson me interessa também pela forma como tensiona as fronteiras entre o erudito e o sensível, entre o pensamento crítico/filosófico e a experiência íntima, sem hierarquizar essas coisas. Há nela uma espécie de confiança radical na sagacidade e na sensibilidade do leitor, uma recusa a fazer explicações excessivas, e ao mesmo tempo uma abertura para o afeto, para a vulnerabilidade. São aspirações minhas quando escrevo. Também gosto de pensar a literatura como um campo poroso, onde a poesia pode dialogar com a filosofia, a tradução com a crítica, a memória pessoal com a coletividade.
Relicário: Como foi, para você, o desafio técnico e criativo de traduzir uma obra que borra as fronteiras entre o ensaio crítico, a poesia e a pesquisa biográfica, como ocorre em Vidro, ironia e deus?
AL: Foi um desafio bastante específico, porque há momentos de análise crítica, outros de lirismo concentrado, outros de investigação filológica. Traduzir isso exigiu não apenas uma grande atenção ao ritmo da frase, à densidade conceitual e às zonas de silêncio que Carson cultiva, mas também preservar algo que sinto quase como uma “instabilidade produtiva”, uma recusa a se fixar num único modo de discurso. Ela dança, e a gente precisa dançar no ritmo dela.
“Assim como Carson, gosto de pensar a literatura como um campo poroso, onde a poesia pode dialogar com a filosofia, a tradução com a crítica, a memória pessoal com a coletividade.”
Relicário: Anne Carson é conhecida por uma escrita fria, quase clínica, que ao mesmo tempo carrega uma voltagem emocional altíssima. Como tradutora, quais foram os seus maiores cuidados para manter esse equilíbrio — essa temperatura específica da frase dela — sem deixar que o lirismo do português “aquecesse” demais o texto?
AL: A escrita de Anne Carson tem uma economia quase clínica, como você diz, uma espécie de assepsia sintática que, paradoxalmente, intensifica a carga emocional. O inglês, ademais, permite grande concisão/precisão, o que Anne Carson explora com primor: frases enxutas, cortes abruptos, pouca ornamentação. O português, ao contrário, tende a expandir. Em português, a tentação pode ser às vezes acrescentar fluidez onde o original é abrupto, cortante. Meu cuidado foi conter esse impulso: optar por frases mais secas, por escolhas lexicais menos ornamentais, por uma pontuação que preservasse as pausas e as fissuras do texto.
Relicário: No longo poema “O ensaio de vidro”, Carson estabelece um profundo diálogo com o universo de Emily Brontë. Como foi habitar essa espécie de “casa de espelhos” onde você, uma escritora brasileira, traduz uma autora canadense que está, por sua vez, relendo uma autora inglesa do século XIX?
AL: Curiosamente, essa casa de espelhos reflete também uma experiência passada minha, porque há vários anos traduzi O morro dos ventos uivantes. Então, conheço por dentro a sintaxe, o imaginário e as obsessões de Emily Brontë. Traduzir Anne Carson lendo Brontë foi como reler Brontë sob um outro prisma, agora filtrada por Carson (que traz também a Brontë histórica, elementos da sua biografia, para o poema). Essa cadeia de vozes (a autora inglesa do século XIX que desafia categorização, a canadense contemporânea que também não é facilmente classificável, e suas “personas” brasileiras em tradução) tornou o meu trabalho uma espécie de palco onde épocas, idiomas, gêneros, estilos e sensibilidades contracenam, incluindo aqui a minha experiência pessoal como tradutora de Brontë. Aliás, também traduzi Jane Eyre, de Charlotte Brontë, a irmã que também aparece em “O ensaio de vidro”.
Relicário: O título do livro reúne três pilares: vidro, ironia e deus. Durante o processo de tradução, qual dessas “matérias” foi a mais desafiadora de transpor para o português? Existe alguma palavra ou imagem específica na obra que tenha sido um “estilhaço” mais difícil de lapidar?
AL: A “ironia” é uma matéria muito delicada, porque em Carson é muito fina, nem sempre com marcas explícitas. E seu “deus” também é conceitualmente escorregadio, mais uma hipótese filosófica do que uma entidade, o que exige muita precisão de tom. Quanto aos “estilhaços”, houve vários. Penso numa passagem, por exemplo, do poema “A mãe de Deus” (do ciclo “A verdade sobre Deus”), em que Carson faz três colunas de conjugação verbal de “love”, “fly” e “man”. Em inglês, essas palavras funcionam tanto como substantivos quanto como verbos, e ela explora essa ambiguidade, chegando a inserir “woman” na conjugação de “man” (observe que a palavra “man” está contida em “woman”). Em português, não temos essa coincidência estrutural, então foi preciso quebrar a cabeça para encontrar uma solução minimamente satisfatória.
“Traduzir Anne Carson lendo Brontë foi como reler Brontë sob um outro prisma, agora filtrada por Carson (que traz também a Brontë histórica, elementos da sua biografia, para o poema).”
Relicário: Anne Carson costuma dizer que escrever é um processo contínuo de investigação e descoberta, um modo de “groping around” (tatear/procurar) entre ideias. Depois de passar um tempo mergulhada na tradução deste livro, você sente que essa experiência alterou de alguma forma a sua própria percepção sobre o ato de escrever ou a sua relação com a palavra?
AL: Traduzir Carson reforça em mim a ideia de que escrever é menos afirmar do que investigar, menos dizer do que testar formas de pensamento e de expressão. O livro tece o tempo todo hipóteses sobre a língua, sobre o sentido das palavras, sobre sua carga semântica, sobre o silêncio que as envolve e os limites do significado. A palavra não existe para fechar o mundo, mas para interrogá-lo.
Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro, em 1970. Publicou romances como Os grandes carnívoros, Sinfonia em branco (Prêmio José Saramago), Um beijo de colombina, Rakushisha, Azul corvo (um dos livros do ano do jornal inglês The Independent), Hanói, Todos os santos, os contos de O sucesso e os poemas de Parte da paisagem, Pequena música (menção honrosa – Prêmio Casa de las Américas). Pela Relicário, lançou os volumes de poesia Antes de dar nomes ao mundo, O vivo e Deriva, além do livro de ensaios Todo tempo que existe. Seus livros foram traduzidos em mais de vinte países. Seus poemas e contos saíram em revistas como Modern Poetry in Translation e Granta. Graduada em música, mestre em literatura brasileira e doutora em literatura comparada, foi pesquisadora visitante em Nichibunken (Kyoto) e escritora residente na Universidade da Califórnia, em Berkeley. (www.adrianalisboa.com)
Conheça o livro Vidro, ironia e deus, de Anne Carson e aproveite a pré-venda com 15% de desconto.
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Nesta entrevista, Adriana revela o desafio de habitar a “casa de espelhos” entre Carson e Emily Brontë, a busca pela temperatura exata de uma escrita que é, ao mesmo tempo, clínica e emocional, entre outras saborosas curiosidades presentes em Vidro, ironia e deus, que a Relicário lança em abril. O livro está nos últimos dias de pré-venda, com 15% off, aqui.
Adriana Lisboa participa em abril do evento de lançamento do livro no Rio, na Janela Livraria de Laranjeiras. Ela estará acompanhada do poeta e professor Rafael Zacca e da professora e crítica literária Stefania Chiarelli.
Relicário: Você e Anne Carson se conectam pela precisão da linguagem e pelo trânsito livre entre gêneros como prosa, poesia e ensaio. Acredita que tenham mais elementos em comum?
Adriana Lisboa: Acho que talvez haja algumas afinidades para além dessa circulação entre gêneros e da atenção à linguagem, sim. Carson me interessa também pela forma como tensiona as fronteiras entre o erudito e o sensível, entre o pensamento crítico/filosófico e a experiência íntima, sem hierarquizar essas coisas. Há nela uma espécie de confiança radical na sagacidade e na sensibilidade do leitor, uma recusa a fazer explicações excessivas, e ao mesmo tempo uma abertura para o afeto, para a vulnerabilidade. São aspirações minhas quando escrevo. Também gosto de pensar a literatura como um campo poroso, onde a poesia pode dialogar com a filosofia, a tradução com a crítica, a memória pessoal com a coletividade.
Relicário: Como foi, para você, o desafio técnico e criativo de traduzir uma obra que borra as fronteiras entre o ensaio crítico, a poesia e a pesquisa biográfica, como ocorre em Vidro, ironia e deus?
AL: Foi um desafio bastante específico, porque há momentos de análise crítica, outros de lirismo concentrado, outros de investigação filológica. Traduzir isso exigiu não apenas uma grande atenção ao ritmo da frase, à densidade conceitual e às zonas de silêncio que Carson cultiva, mas também preservar algo que sinto quase como uma “instabilidade produtiva”, uma recusa a se fixar num único modo de discurso. Ela dança, e a gente precisa dançar no ritmo dela.
“Assim como Carson, gosto de pensar a literatura como um campo poroso, onde a poesia pode dialogar com a filosofia, a tradução com a crítica, a memória pessoal com a coletividade.”
Relicário: Anne Carson é conhecida por uma escrita fria, quase clínica, que ao mesmo tempo carrega uma voltagem emocional altíssima. Como tradutora, quais foram os seus maiores cuidados para manter esse equilíbrio — essa temperatura específica da frase dela — sem deixar que o lirismo do português “aquecesse” demais o texto?
AL: A escrita de Anne Carson tem uma economia quase clínica, como você diz, uma espécie de assepsia sintática que, paradoxalmente, intensifica a carga emocional. O inglês, ademais, permite grande concisão/precisão, o que Anne Carson explora com primor: frases enxutas, cortes abruptos, pouca ornamentação. O português, ao contrário, tende a expandir. Em português, a tentação pode ser às vezes acrescentar fluidez onde o original é abrupto, cortante. Meu cuidado foi conter esse impulso: optar por frases mais secas, por escolhas lexicais menos ornamentais, por uma pontuação que preservasse as pausas e as fissuras do texto.
Relicário: No longo poema “O ensaio de vidro”, Carson estabelece um profundo diálogo com o universo de Emily Brontë. Como foi habitar essa espécie de “casa de espelhos” onde você, uma escritora brasileira, traduz uma autora canadense que está, por sua vez, relendo uma autora inglesa do século XIX?
AL: Curiosamente, essa casa de espelhos reflete também uma experiência passada minha, porque há vários anos traduzi O morro dos ventos uivantes. Então, conheço por dentro a sintaxe, o imaginário e as obsessões de Emily Brontë. Traduzir Anne Carson lendo Brontë foi como reler Brontë sob um outro prisma, agora filtrada por Carson (que traz também a Brontë histórica, elementos da sua biografia, para o poema). Essa cadeia de vozes (a autora inglesa do século XIX que desafia categorização, a canadense contemporânea que também não é facilmente classificável, e suas “personas” brasileiras em tradução) tornou o meu trabalho uma espécie de palco onde épocas, idiomas, gêneros, estilos e sensibilidades contracenam, incluindo aqui a minha experiência pessoal como tradutora de Brontë. Aliás, também traduzi Jane Eyre, de Charlotte Brontë, a irmã que também aparece em “O ensaio de vidro”.
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