O encontro do dramaturgo, ator e diretor teatral João das Neves com os povos indígenas, intenso e revelador, foi registrado pelo dramaturgo não somente nas peças teatrais. Esta publicação traz três de seus textos produzidos a partir de sua vida no Acre, onde residiu entre 1986 e 1991. Em todos, estão presentes as relações entre as artes cênicas e o universo indígena e o impacto da floresta em sua trajetória.
“O Teatro e a Floresta” é um ensaio cujo tema foi tratado por João também em palestras e outras publicações no Brasil, Espanha, Alemanha e México ao longo da década de 1990.
“Como os Kaxinawá descobriram o teatro” conta a história de seu primeiro encontro com os Huni Kuin, tal qual aconteceu em Rio Branco, quando ministrava um curso de teatro na cidade.
O inédito “Diário de Viagem ao Yurayá” é uma obra que se conecta com a linhagem dos viajantes e, ao mesmo tempo, registra, de maneira profunda e minuciosa, o olhar do artista vivenciando a experiência da floresta e da convivência com o povo Huni Kuin, ao longo de três meses viajando pelo Rio Jordão.
O livro tem organização de Titane, Mara Vanessa Fonseca Dutra e Rodrigo Cohen, prefácio de Ailton Krenak, ilustração de capa do coletivo MAKHU – Movimento dos Artistas Huni Kuin e posfácio de Mara Vanessa Fonseca Dutra, com um texto construído a partir de entrevistas com familiares, artistas colaboradores, indígenas, indigenistas e representantes de instituições com as quais o artista interagiu.
Uma coedição entre a Relicário e a Associação Campo das Vertentes.
![O encenador e a floresta [prefácio de Ailton Krenak]](https://www.relicarioedicoes.com/wp-content/uploads/2025/11/Capa_O-encenador.jpeg)