Tom Nóbrega (São Paulo – SP, 1984) é um tanto ciborgue: além de usar aparelhos auditivos e lentes de contato, tem sete pinos de titânio no tornozelo, quatro implantes dentários e precisa tomar injeções de testosterona a cada três meses. Bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo, transita por zonas híbridas entre arte e teoria e realiza pesquisa de mestrado no Instituto de Artes da Unesp, em São Paulo. Poeta e tradutor, desenvolve trabalhos na fronteira entre literatura, dança e arte sonora. Explora as vizinhanças embaralhadas entre ação, vídeo, som, texto e gesto, buscando escutar as vozes dissonantes que emergem das zonas de fricção entre corpo e linguagem, biologia e cultura, voz e identidade. Move-se por terrenos acidentados, povoados por buracos negros históricos e literários, onde pululam atos falhos de escuta, leitura e escrita.